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Tarefas domésticas: como envolver as crianças

Nesta altura do ano, particularmente no mês de agosto, é normal passarmos mais tempo em família, que poderá originar pequenos conflitos. Não há que desesperar! Integrar as crianças nas tarefas domésticas pode ser uma excelente oportunidade para a aprendizagem e para criar responsabilidade na organização do lar, tendo uma participação mais colaborativa e ativa. 

Por isso, devemos ou não incluir os mais pequenos nas tarefas domésticas, especialmente nas interrupções letivas? É comum subestimarmos a capacidade das crianças, pensando que não conseguem fazer as atividades sozinhas. Porém, quando estimuladas desde cedo, as crianças aprendem a relacionar-se melhor com o mundo à sua volta, facilitando o confronto das situações com autonomia e, se forem bem motivadas, vão encarar as tarefas domésticas como algo divertido. O grande desafio para nós – adultos – passa por saber como fazer as crianças ajudarem no trabalho doméstico e a nossa proposta é esta: experimentem aí em casa uma ou mais das sugestões que elencamos neste artigo. Cada criança e cada família tem a sua própria dinâmica, a sua personalidade e, portanto, devemos adaptar as estratégias para que tudo corra pelo melhor.

Mostrar que a organização do lar é responsabilidade de todos

Devemos começar por mostrar de forma clara e assertiva que a organização da casa é de responsabilidade de todos, não apenas dos adultos. Além de cada um ajudar na limpeza e organização do espaço, estamos a promover a convivências entre os que lá moram. Há que ver o copo meio cheio!

Permitir que a criança escolha a tarefa

Para fomentar a autonomia e a tomada de decisão, sugerimos que seja permitido à criança escolher a tarefa que pretende fazer. Assim, estamos também a criar compromisso para que cumpra com o que prometeu, sendo, claro está, verificado previamente que a tarefa é adequada. Caso não o seja, devemos ser nós a apresentar alternativas viáveis que devem estar ajustadas à faixa etária. Portanto, devemos ter noção que cada idade é uma idade e tem, por isso, de ter tarefas adequadas para evitar riscos de acidentes e impedir que a criança se esforce mais do que a sua capacidade física permite. Existem várias tabelas online que ajudam a perceber as mais indicadas mediante a idade. 

Neste sentido, é ainda importante conversar sobre as regras de arrumação e tudo o que diz respeito à responsabilidade de cada um nos afazeres em casa. Depois de decidida(s) a(s) tarefa(s), devemos deixar claro o que deve ser feito, com que frequência e falar sobre como as tarefas são feitas de maneira mais eficiente. 

Integrar toda a família e criar um calendário onde todos possam participar

Um truque para saber como fazer a criança ajudar no trabalho doméstico passa por incluir toda a família, porque é do exemplo que passa o ensinamento. Devemos passar-lhe a velha máxima: onde todos ajudam, nada custa! 

Para simplificar e tornar totalmente claro o papel de cada um, sugerimos que se crie um calendário onde constem as tarefas diárias, semanais e mais esporádicas e as responsabilidades associadas a cada uma delas. Se formos criativos, melhor ainda. Que tal usarmos autocolantes e outras representações gráficas para tornar o calendário mais apelativo? No final, quando concluímos determinado afazer, poderá ser interessante para a família que o calendário seja atualizado. 

Criar uma rotina

A rotina ajuda a desenvolver um maior compromisso com as tarefas e, por isso, além do tempo dedicado aos estudos e às brincadeiras, é importante prever momentos de participação da criança nos afazeres. 

Elogiar o bom trabalho e recompensar

Quando a criança conclui com sucesso aquilo a que se propôs e é elogiada pelo trabalho realizado sente-se muito mais motivada a dar o melhor de si. Assim, devemos sempre reconhecer as pequenas conquistas, independentemente do nível de dificuldade. 

Além disso, os bons comportamentos podem ser recompensados de alguma maneira. Não defendemos que devam ser recompensados só porque concluiu a tarefa que lhe estava atribuída, mas se fez a tarefa sem ter que pedir ou “andar em cima” a controlar, é motivo para oferecer um miminho.  

Incluir experiências na cozinha 

A experiência da cozinha é muito interessante para as crianças, sendo que o ideal é convidarmos os mais pequenos a contribuir na preparação dos alimentos. Sendo assim, a forma de as motivar é tornando a experiência divertida e, para tal, devemos escolher tarefas ou projetos culinários cuja preparação seja segura para a criança, fácil, divertida e com um resultado atraente.

Com as experiências na cozinha conseguimos passar a relevância da organização e da limpeza da divisão como um todo. Contudo, há que ter presente que a cozinha é também uma fonte de potenciais perigos para a segurança. Portanto, devemos sempre:

  • Supervisionar as crianças na cozinha, nunca as deixando sozinhas;
  • Evitar que as crianças contactem com objetos cortantes como facas e tesouras;
  • Evitar que as crianças entrem em contacto com superfícies quentes como o forno.
tarefas domésticas

De modo a concluir, convem ressalvar que é importante – enquanto adultos – controlarmo-nos e não ceder ao impulso de fazermos as tarefas domésticas no lugar dos mais pequenos. Além disso, devemos ter sempre presente que estas atividades fazem parte do processo de aprendizagem da criança e devemos oferecer-lhe um ambiente onde possa, em segurança, aprender e aperfeiçoar a técnica, sempre com um reforço positivo.

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